terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dona Maria, xote instrumental

O xote instrumental "Dona Maria" foi composto por Aluísio Rockembach para a 28ª Moenda da Canção (e 4ª Moenda Instrumental), festival realizado em Santo Antônio da Patrulha (RS), em 17 de agosto de 2014. Foi selecionado para apresentação representando Pelotas (v. lista) mas não obteve premiação (v. vencedores no texto deste vídeo).

A gravação abaixo foi feita no estúdio Batuka Record's, do músico Aluísio Rockembach, e publicada há uma semana (22-1) no canal DFD/Batuka: com o autor no acordeom, Luciano Fagundes no violão, Fabrício Moura no baixo, Davi Batuka na percussão e Douglas Vallejos no sax soprano.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Musa Xavante 2016: Daiana Freitas


O Grêmio Esportivo Brasil está escolhendo hoje, por votação no Facebook, a Musa Xavante 2016. As candidatas são, da esquerda para a direita nesta foto: Victória Barella, Natália Pontes, Amanda Insaurriaga, Daiana Freitas e Kayane Medina, as cinco finalistas do concurso Musa Xavante 2016.

O público pode votar pelas 5 fotos de sua candidata preferida no álbum Finalistas concurso Musa Xavante 2016. Somente até as 17h desta quinta 28 de janeiro. A que somar mais curtidas será a próxima representante do clube e concorrerá com outras modelos do Rio Grande do Sul para os concursos Musa do Gauchão e, eventualmente, Musa do Brasileirão.


A Musa Xavante 2015 é Any Kelly Mendonça (v. fotos e vídeo acima, filmado na praia do Laranjal).

Em 2014, Jéssica Soares ganhou o concurso em Pelotas e no Estado (v. notícia da Rádio Gaúcha, abril 2014 e o post Xavante é a Musa do Gauchão, maio 2014).

POST DATA
29-1-2016

A morena leonense Daiana Freitas ganhou o direito de representar o Brasil de Pelotas no concurso de beleza Musa do Gauchão 2016, onde participam os times do Campeonato Gaúcho de Futebol (leia sobre a história do campeonato na Wikipédia).

Conforme a página do GEB (v. nota de ontem às 17h30), a candidata somou 18417 curtidas nas fotos postadas, enquanto as demais obtiveram: Victória Barella 15676, Natália Pontes 9842, Kayane Medina 7159 e Amanda Insaurriaga 6520.

Nos próximos dias deverá ser publicado o vídeo de divulgação da representante do Brasil. Boa sorte à candidata pelotense!

Fotos: GEB (1), Daiana Freitas (2)

domingo, 24 de janeiro de 2016

Correio do Povo cobre o Festival

Quinteto Porto Alegre tocou hoje domingo no Parque da Baronesa. Fotógrafo pelotense postou no ato.
O jornal porto-alegrense Correio do Povo tem dado boa cobertura a todos os dias do 6º Festival SESC, com as notas e fotos de Luiz Gonzaga Lopes, tanto no sítio virtual como na edição impressa. Confira nesta postagem a reportagem que está desde quarta 20 na internet (sábado 23, saiu resumida, no jornal impresso).

Hoje domingo (24-1) o colunista social Eduardo Conill, sob o título "Pelotas", dedicou excepcionalmente todo seu espaço ao evento, que desde 2001 atrai artistas, turistas, políticos e mídia. O comentarista atribui ao governo municipal a condução do Festival SESC (leia no fim deste post), mas na verdade a Prefeitura é uma das entidades apoiadoras. Para obter este sucesso, o evento precisa do reconhecimento da comunidade, das autoridades e das lideranças educacionais, políticas e comerciais. O apoio tem sido amplo e unânime, e sabemos que seguirá sendo assim.


A Classe de Fagote tem 5 alunos; a de Tuba só 3.
Percorrer o Centro Histórico de Pelotas numa manhã deste musical janeiro é como mergulhar em outro mundo, onde os sons imperam e o metrônomo (medidor do andamento musical) é o guia.

A principal característica do 6º Festival Internacional SESC de Música é o intercâmbio, a troca de informações, o ensino e aprendizado. São 21 cursos de Música de Concerto, com professores de 13 países, além de prática de Orquestra e Banda Sinfônica e de Música de Câmara, envolvendo 260 alunos, com 17 nações participantes ao todo.

Entre os cursos, são disponibilizadas aulas para instrumentos mais populares no mundo dos concertos – como violino, violoncelo, viola, violão clássico, piano, clarinete, contrabaixo – e outros nem tanto, como fagote, eufônio, harpa e tuba.

O fagote
Em sua classe de fagote, o professor Adolfo Almeida Jr., do Trio de Madeiras de Porto Alegre e de Arthur de Faria e Seu Conjunto, ressaltou que o festival serve para unir os fagotistas.

“Neste meu instrumento, as pessoas estavam meio isoladas. Atualmente, na UFRGS, só tenho um aluno se especializando. Tem todos os componentes de não ser tão popular e de ser um instrumento caro”, destacou o professor, enquanto escolhia o repertório para a apresentação dos alunos de madeiras, que tinha de Frevo a Beatles e Gershwin.

O aluno Wesley Oliveira, 24 anos, do Conservatório de Tatuí (SP), toca o instrumento há oito anos e reforça a premissa de Adolfo de unir os fagotistas e do preço do instrumento estar proibitivo. “Importei o meu fagote alemão Mossmann, com o euro a R$ 4,80 e chegou a R$ 60 mil o preço”, afirma.

Correio do Povo, sábado 23 de janeiro 2016.
Também aluno, Adilson Vieira, 30 anos, de Guaíba (RS), e que toca com orquestras como a Filarmônica da PUCRS e a Sinfônica da UCS (Caxias do Sul), destaca que o festival reúne músicos renomados e que é uma grande oportunidade de intercâmbio de conhecimentos sobre a música e o mundo de orquestras e grupos.

A tuba
Outro instrumento que não é tão caro, mas é bem pouco prático pelo peso, é a tuba. O professor paulista Albert Khattar (v. currículo) ressalta que o instrumento musical de sopro da família dos metais tem origem na Prússia (atual Alemanha) em 2 de setembro de 1835, pesa uns cinco quilos e na maioria dos fabricantes só é feito por encomenda.

Na aula de Khattar, com apenas três alunos, tão importante quanto tocar são os exercícios de respiração junto com o metrônomo para inspirar e soprar no tempo certo e com a intensidade necessária. O aluno Kauã Fogaça, 15 anos, de São Leopoldo (RS), disse que procurou a tuba, pois queria um instrumento com um som poderoso, que lhe agradasse.

“É minha primeira vez no festival. Quando toco a tuba, eu me emociono, às vezes até choro. Este instrumento tem um poder que as pessoas nem imaginam. Toco de tudo, mas os temas de Star Wars são os meus preferidos”, destaca Kauã, que é aluno regular do tubista Wilthon Matos, no Conservatório da OSPA. Wilthon é o coordenador informal do Cortejo Musical que abriu o festival na segunda-feira à tardinha (v. Correio do Povo), com 30 músicos de metais e mais de 250 pessoas e até uma dúzia de cães, pelas ruas do Centro Histórico Pelotense.
Luiz Gonzaga Lopes
(v. texto completo)


Clique na imagem para ampliar.
Coluna de Eduardo Conill
Correio do Povo, 24-1-16

Pelotas
O jovem prefeito de Pelotas, Eduardo Leite, é unanimidade de elogios para sua administração, feitos pelos nomes mais expressivos do empresariado e pelos melhores grupos da sociedade. Está à frente do 6º Festival Internacional SESC de Música, que se encerra no próximo dia 29 de janeiro. A abertura foi com a Orquestra da ULBRA, sob a batuta de Tiago Flores e com participação do solista Carmelo de Los Santos [v. nota].

O festival tem intensa programação gratuita, 50 espetáculos em diversos locais, como casarios antigos, teatros, igrejas, ruas e parques, e cursos ministrados por professores de 13 nacionalidades. O prefeito Eduardo Leite, de excelente linhagem e que traz no sangue cultura e bom gosto, falou:

"O povo de Pelotas respira cultura e faz do Festival também uma atividade econômica. Temos muitos problemas e dificuldades, mas se tem uma coisa que podemos nos orgulhar, dia após dia, é a cultura. E sem dúvida o Festival é parte disso".

Imagens: M.F.Soares (1), L.G.Lopes (2)

sábado, 23 de janeiro de 2016

Pelotas e o Festival SESC

O escritor gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil acompanhou o desenvolvimento do Festival Internacional SESC de Música, na condição de Secretário da Cultura (v. nota neste blogue em 2013), e o segue fazendo como apoiador. Para a 6ª edição, ele incentiva o evento no artigo "Pelotas, o SESC e o Festival", elogiando a situação cultural pelotense e o esforço permanente na realização do Festival (dos organizadores e da comunidade local). 

É preciso dizer que em 2016, sob graves dificuldades financeiras no Estado, o Festival SESC segue sendo realizado com o mesmo empenho e brilho, mas não se trabalhou neste ano o foco da inclusão social, a diversidade musical ficou restrita aos repertório erudito (antes houve abertura ao jazz e ao choro) e não houve montagem teatral de uma ópera. Também devemos admitir que o Teatro Sete de Abril se encontra fechado para restauração desde o início do Festival, assim como o Salão Milton de Lemos, do Conservatório de Música.



Não é de hoje que digo: Pelotas é o ponto de transcendência do Rio Grande do Sul. Este meu conceito não decorre do fato de ser cidadão pelotense honorário - título que guardo com o maior orgulho - mas, sim, por conhecer a longa história cultural de uma cidade que se destaca no cenário brasileiro há quase dois séculos. Poderia referir vários exemplos desta intensa atividade, mas para ficar em apenas dois, lembro o Sete de Abril e o quase centenário Conservatório, este último responsável por várias gerações de músicos.

Também o SESC se notabiliza, em nosso país, como uma entidade que tem na cultura um foco permanente, responsabilizando-se pelas melhores promoções nesta área e suprindo, muitas vezes, aquilo que os governos não podem ou não querem assumir. Sou testemunha destas ações, e para ficar apenas no âmbito da minha atuação, a literatura, o SESC se faz onipresente, seja pela realização de dezenas de feiras de livro, seja pelos prêmios e eventos que promove.

Quando Pelotas – através da Prefeitura – e o SESC se unem, o resultado só poderia ser excepcional, e o símbolo maior é a realização deste 6º Festival Internacional de Música. Acompanho o Festival desde o início, de várias formas. A cada ano percebo que se consolidam algumas linhas-mestras que o definem: a permanente qualidade dos convidados, a internacionalização, a diversidade das estéticas musicais acolhidas, o número ampliado dos participantes, o profissionalismo de sua realização e, algo que muitos esquecem, a inclusão social que existe desde sempre. Esta é uma fórmula geral e intrincada, que implica tomada de decisões com um olho no que é desejável e outro no que é possível em termos logísticos e financeiros.

Registro aqui a operosidade de uma equipe que trabalha o ano inteiro para que tudo decorra com normalidade e excelência: o maestro Evandro Matté, competentíssimo diretor artístico; Sílvio Alves Bento, o incombustível gerente de cultura do SESC/RS; Luiz Tadeu Piva, o diretor regional, com sua presença atenta e inteligente. Isso não seria possível sem o apoio de Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS. Cumpro o dever de fazer referência a uma legião de abnegados trabalhadores e, para representá-los, é incontornável citar a ação decisiva e onipresente da escritora Cleonice Bourscheid. Aliás, Cleonice e Aristóteles Boursheid são os melhores expoentes do mecenato artístico no Brasil. Obrigado a eles, e bom festival a todos.
Luiz Antonio de Assis Brasil
Foto: M.F.Soares

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Alzevir Maicá, autor e intérprete


Após graduar-se como Licenciado em Música pela UFPel em 2013, o violonista Alzevir Maicá radicou-se em Pelotas, onde constituiu família e iniciou uma carreira como compositor e líder de um grupo instrumental de cordas.

Primeiro formou o Trio Camará, com colegas da faculdade: Ottoni de Leon (baixo) e Renan Reis Leme (violino e bandolim), grupo que tocava composições consagradas da música brasileira (samba, bossa, choro, regional). Confira uma das primeiras atuações do trio tocando "Duerme negrito" (folclórico compilado por Atahualpa Yupanqui), em apresentação no Casarão nº 6, em junho de 2013.

Logo Alzevir passou a arranjar e compor para a formação do grupo, que se transformou em Instrumental Camará (v. Facebook) e já em 2015 apresentou o primeiro CD autoral, Matizes Sonoros, financiado pelo fundo Procultura (pode ser comprado a través da fanpage). Alzevir assume a condução melódica no violão oito cordas, é acompanhado na harmonia por Ottoni nos baixos e no ritmo por Igo Santos. As músicas do CD já foram apresentadas em Pelotas, Canguçu, Rio Grande e Caxias do Sul.

Alzevir Maicá começa no violão aos 15 anos, orientado pelo professor Arakem Maicá, em sua cidade natal, Santo Ângelo (RS). Em 1999, muda-se para Porto Alegre, onde estuda com professores renomados, como Maurício Marques e Lucio Yanel. Em 2001 participa do CD “Família Maicá- 15 Anos de Saudade”, em homenagem ao músico Cenair Maicá. Seu professor na UFPel foi Thiago Colombo. Em 2012, participa na Oficina de Choro com o violonista carioca Rogério Caetano (3º Festival SESC). Foi premiado nos seguintes festivais: 2ª Laçada da Canção Nativa de Brusque, SC (melhor instrumentista em 2005), 8° Festival de Inverno de Entre Ijuís, RS (melhor instrumentista e melhor arranjo em 2011), 11° Encontro Cultural e Artístico de Entre Ijuís (melhor instrumentista em 2012) e 18º FECANPOP, de Canguçu (4º lugar, melhor arranjo e melhor instrumentista em 2014).

Compare o Alzevir da fase em que interpretava e arranjava standards ["Vou deitar e rolar", de Baden Powell e Pinheiro] com o Alzevir criador ("Milonga para Oito Cordas", vídeo abaixo). A próxima apresentação do Instrumental Camará é amanhã (20-1) às 23h, abrindo as Quartas Instrumentais no João Gilberto (R$ 10).

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dicas para acompanhar o 6º Festival SESC

Cronograma para retirar ingressos gratuitos (2 por pessoa) para os 8 concertos das 20h30 no Teatro Guarani; disponíveis a partir das 9h na bilheteria do Teatro. Solicita-se doação de alimentos. Mesmo na falta do ingresso, as pessoas poderão entrar às 20h30, caso haja assentos disponíveis. 
  • da quinta 14 à segunda 18/1: retirar ingressos para concertos de 18 e 19/1; 
  • da segunda 18 à sexta 22/1: retirar entradas para concertos de 20 e 24/1; 
  • do sábado 23 à segunda 25/1: retirar ingressos para concertos de 25 e 26/1; 
  • da segunda 25 à quarta 27/1: retirar ingressos para concertos de 27 e 28/1.

Segunda-feira 18
17h30 – Cortejo Musical, da Praça ao Guarani | Com o Quinteto Porto Alegre e músicos do Festival.
20h30 – Concerto de Abertura, no Guarani | Com a Orquestra da ULBRA e o violinista Carmelo de Los Santos, regência de Tiago Flores (reservar dia 14).

Terça-feira 19
19h – Festival na Comunidade, no Shopping Pelotas | Com o Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – "A História do Soldado", de Stravinsky, no Guarani | com narração de Hique Gomez, elenco de atores e regência de Evandro Matté (reservar dia 14).
[Veja notícia de apresentação em São Leopoldo, maio de 2015, e versão de 2012 da Televisión Española].

Quarta-feira 20
18h – Festival na Comunidade, na Colônia Z-3 | Com o Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h – Festival na Comunidade, na Estação Verão SESC (Laranjal) | Com o Quinteto Porto Alegre.
20h30 – "Expresso 25 À La Carte", no Guarani | Com o Vocal Expresso 25, regência de Pablo Trindade (reservar dia 18). [Neste show, o grupo coral porto-alegrense apresenta cardápio musical escolhido pelo público (v. canal de vídeos)].


Quinta-feira 21
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
16h – Festival na Comunidade, no CRAS São Gonçalo | Recital de Eufônios.
19h – Festival na Comunidade, na Igreja do Amor Divino (Colônia S.Antônio)| Com o Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – "As Quatro Estações", de Vivaldi, na Catedral de São Francisco de Paula | Com a Orquestra Sinfônica de Carazinho e o violinista Emmanuele Baldini (Itália), regência de Fernando Cordella. [Sobre a OSINCA, confira vídeo no final deste post].

Sexta-feira 22
11h – Ópera Rigoletto, de Verdi, em formato circense, no Calçadão | Companhia L'Inopinée.
11h – Festival na Comunidade, na sede do Expresso Embaixador | Recital de Saxofones.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
17h – Ópera Rigoletto, de Verdi, em formato circense, no Calçadão | Companhia L'Inopinée.
19h – Festival na Comunidade, na Igreja Santo Antônio (Laranjal) | Recital de Violões.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Banda Sinfônica do Festival e trompetista Heinz Schwebel, regência de Marcelo Jardim, na Catedral de São Francisco de Paula.

Sábado 23
10h – Ópera Rigoletto, de Verdi, em formato circense, no Mercado Central | Companhia L'Inopinée.
11h – Festival na Comunidade, no Mercado Central | Recital de Metais.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
21h – "Arte do Choro e Instrumental Brasileiro", na Estação Verão SESC (Laranjal) | Orquestra Unisinos Anchieta, regência de Evandro Matté.


Domingo 24
17h – Festival na Comunidade, no Parque da Baronesa | Quinteto Porto Alegre.
18h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital da Classe de Piano.
20h30 – Orquestra Acadêmica e flautista Wally Hasen, regência de Gudni Emilson (Finlândia), no Guarani (reservar dia 18).

Segunda-feira 25
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
15h – Festival na Comunidade, no Hospital Espírita | Quinteto Porto Alegre.
18h – Festival na Comunidade, na Igreja São José (Fragata) | Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto dos Núcleos de: Cordas, Violões e Madeiras, no Guarani (reservar dia 23).

Terça-feira 26
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
15h – Festival na Comunidade, no Asilo de Mendigos | Recital de Eufônios.
19h – Festival na Comunidade, na Igreja Sant’Ana (Colônia Maciel) | Quinteto Porto Alegre.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto do Núcleo de Canto, no Guarani (reservar dia 23).

Quarta-feira 27
11h – Festival na Comunidade, na Santa Casa de Misericórdia | Recital de Saxofones.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
17h30 – Recital do Grupo de Metais, no exterior do Café Aquários.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto dos Núcleos: Percussão e Metais, no Guarani (reservar dia 25).

Quinta-feira 28
12h – Festival na Comunidade, no Calçadão | Quinteto Porto Alegre.
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Banda Sinfônica Acadêmica e trompista Andrej Zust (Alemanha), regência de Marcelo Jardim, no Guarani (reservar dia 25).

Sexta-feira 29
13h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de alunos.
19h – Música de Câmara, na Biblioteca Pública | Recital de professores.
20h30 – Concerto de Encerramento, no Largo do Mercado | Orquestra Acadêmica do Festival, fagotista Martin Kuuskmann e soprano Eiko Senda, regência de Evandro Matté.


Fonte: SESC-RS

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O menino sírio foi ao céu


O muro de Berlim foi abaixo a 9 de novembro de 1989. Um grande monumento à vergonha. Outros muros, entretanto, embora invisíveis, são erguidos atualmente, dividindo o mundo entre ricos e pobres. O drama dos refugiados enodoa a civilização que conheceu o Século das Luzes (XVIII), Disso, porém, parece não saber, pois continua pisoteando as ideias implementadas pelo iluminismo, que teve sua maior força na França, influenciando o mundo a nível cultural, social, político e espiritual.

A pintura"Operação resgate" (acrílica s/tela 46x61) nasceu de minha indignação ao ver a fotografia do menino sírio Aylan Kurdi, de três anos (que aqui aparece nos braços da Virgem Maria), morto à beira da praia turca de Ali Hoca (v. notícia de setembro de 2015). Irrefutável prova de que os "muros" invisíveis estão aí, separando as nações, não só por questões financeiras, mas por diferenças étnicas e religiosas. Uma estupidez inconcebível!
Manoel Soares Magalhães
Facebook

sábado, 2 de janeiro de 2016

Pelotas é a capital do bem-casado

Bem-casado é um docinho português que se tornou vedete no bufê de festa. Pelotas é a capital do bem-casado como se fazia antigamente, com recheio de doce de ovos.
Desta forma Célia Ribeiro apresentou o tradicional doce artesanal português, confeccionado há mais de cem anos em nossa cidade. O que os pelotenses e especialmente as doceiras podem achar estranho na descrição acima é o "antigamente", pois aqui não se usa outro recheio no bem-casado.

A colunista de Zero Hora ainda comentou (v. Revista Donna, 30-8-15, p. 29) sobre os dois recheios preferidos pelo público (porto-alegrense, sem dúvida): o original de ovos moles de Aveiro, e o de doce de leite, talvez influenciado pela proximidade do Uruguai e seu famoso dulce de leche.
Nos últimos anos, apareceu o recheio de doce de leite (bem mais fácil de preparar), que conquista a preferência dos jovens. Por isso, as doceiras atualmente fazem o quitute com dois recheios. Um exemplo é a produção de Maria Luiza Truda, em Porto Alegre [v. Facebook e Revista Estilo 56, p. 13].
O bem-casado é um minibolo feito com duas rodelinhas de pão-de-ló, unidas por um recheio doce cremoso. O conjunto é envolvido por uma camada fina de fondant (glacê transparente), que lhe dá uma aparência unitária e inseparável. A dupla união pelo recheio interno e pela cobertura externa o fazem merecer o nome "bem-casado", que permite associações simbólicas com o matrimônio. O conceito parece ter origem no alfajor, receita árabe mais antiga e menos sofisticada, com aspecto de um sanduíche doce.

A receita tradicional de bem-casado não admite doce de leite no recheio; somente ovos moles (v. descrição), e é assim que ele é vendido em Pelotas. No resto do Brasil, o mercado e os fabricantes aceitam variações, como o creme confeiteiro, geleias diversas e o mencionado doce de leite.

Todas as doçarias pelotenses oferecem bem-casados; por exemplo, Anette Ruas, Baronesa, Berola, Delícias PortuguesasImperatriz. Em Porto Alegre, acha-se boa variedade na loja Doces Pelotenses. No Distrito Federal, há doces tradicionais na Rota do Charme. A pelotense Marta Proto difunde o bem-casado e o vende no Rio de Janeiro.

O bem-casado original não contém leite. Seu ponto forte é o recheio.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O momento do novo é o silêncio


Primeira caminhada de 2016. As ruas estão desertas. A cidade brinca de morrer. Ainda se pode ouvir, na distância, o ruído do ancião que se afasta e nada lembra o foguetório de algumas horas atrás, coroando os instantes em que o sorriso, os abraços, os carinhos e o espoucar das rolhas dos champanhes definiam o estante da transição do velho para o novo.

Mas é na solidão, seguida de uma reflexão, que sentimos dentro de nós as mudanças internas e não apenas a troca de calendário. Não se trata de uma crítica às reuniões familiares. Elas são necessárias e importantes. Desejo, apenas, dar ênfase à necessidade de momentos de fuga, quando ficamos dentro de nós, quietinhos, refletindo, sentindo as mudanças, experimentando o novo cenário que se desenha. Um cenário gestado na alma e que se espalha pelo corpo, suavizando os batimentos cardíacos, relaxando os músculos, dando aos pés impulsos em demanda do novo.

Cruzo com um cão vadio e de olhos brilhantes. Ele também, parece-me, entrou num ano novo. A vadiagem matutina atrás das sobras do reveillon dão a ele renovado vigor.

Gosto do silêncio da cidade, que parece boiar num vácuo concebido pelos sonhos. É quando penso no que pintar, no que escrever. Caminho mais um pouco e volto para casa. O segundo ato da passagem está por ser escrito. Um bom dia a todos. Que 2016 seja o resultado de nossas reflexões.

Manoel Soares Magalhães
Fonte: Facebook

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sovaco de Cobra visita o choro de Avendano


Em 2015 o trio de choro Sovaco de Cobra terminou uma pesquisa musical destinada a difundir a obra do cavaquinista Avendano Júnior. Desde 2011 houve um trabalho em comum do trio pelotense e do Regional Avendano. Nesse tempo também houve o fechamento do Bar Liberdade e a morte do líder e compositor do Regional (v. trecho do documentário O Liberdade), mas a pesquisa continuou, e ainda foi coroada com a participação estelar do Trio na reabertura do antigo Teatro Esperança, na cidade de Jaguarão, em 28 de novembro passado.

O projeto "Sovaco de Cobra Trio visita Avendano Jr", financiado pelo fundo Procultura, incluiu um documentário (Nota Azul Produções, 18 min, confira acima) que registrou a história do projeto e mostra duas músicas completas interpretadas ao vivo pelo conjunto, em Jaguarão: "Era só o que flautava" e "Mimoso" (ouvem-se também trechos de: "Não me queira mal", "Vim te ver", "Liberdade" e "Caramba"), todas de Avendano. Confira também o show do grupo em 29 de outubro de 2015, Rio Grande (59 min, vídeo abaixo),

Gil Soares (flauta), Jucá de León (pandeiro) e Silvério Barcellos (violão) formam desde 2006 o Sovaco de Cobra Trio, que soa como uma orquestra e bem poderia funcionar como um embaixador cultural do Brasil. O nome foi tomado do bar carioca Sovaco de Cobra, conhecido nos anos 60 e 70 como reduto de choro da Velha Guarda (v. histórico no Dicionário Cravo Albin e no artigo de Juliana Rabello). A estranha expressão alude a uma coisa que é difícil de ser achada (o bar era pequeno e ficava numa rua de subúrbio, numa ladeira da Penha).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

The Wall ainda leva a bandeira pacifista

À base do álbum The Wall (1979), do filme "Pink Floyd: The Wall" (1982), e da história pessoal de Roger Waters, o documentário musical "Roger Waters: The Wall" (2015) reuniu o existencial e o épico, em 3 horas de intensa música e intensas emoções, com cenas de alguns dos 200 concertos da turnê mundial 2010-2013.

O evento cinematográfico mundial apresentou o longa-metragem britânico, codirigido por Roger Waters e Sean Evans, em cinemas de vários países, somente no dia 29 de setembro. Em Pelotas foi anunciada sessão única às 20h no Cineflix Pelotas; como esta lotou, foi aberta outra, no mesmo horário, sem a possibilidade de trocar entradas da primeira para a segunda. O preço foi R$ 42,44 por pessoa.

A vida de Roger Waters é um exemplo de como a guerra fere as almas dos seres humanos ao longo das gerações. Seu avô morreu em 1916, na Primeira Guerra Mundial, e seu pai em 1944, na Segunda. Se o musical de 1979 (The Wall) já era autobiográfico, o novo filme "Roger Waters: The Wall" trouxe o co-diretor de 71 anos como personagem principal, e se referiu mais abertamente à dor sofrida pela violência, convocando o mundo a parar com a guerra e o terror (v. reportagem na FOLHA). Mas o mundo parece surdo e cada vez mais enlouquecido.



Alguns shows ao vivo da turnê mundial de "Roger Waters - The Wall" (aproximadamente 2h):
em San Francisco 2012Buenos Aires 2012Copenhagen 2013, Londres 2013.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Passione, a música e o amor em prol da vida

Com o espetáculo musical Passione, o Hospital Escola da UFPel busca recursos para reestruturar o Posto de Coleta de Leite Humano e outros elementos pediátricos do Hospital. A atividade também tem em vista a certificação como Hospital Amigo da Criança.

O espetáculo tem direção artística e trabalhos do maestro Fernando Montini, direção de luzes e efeitos de Mario Kleinovski e direção musical do maestro Sérgio Sisto. Participam uns 80 cantores da Sociedade Pelotense Música pela Música, do Coro Santo Antônio e do Coro do Círculo Operário Pelotense, além de músicos da Orquestra Filarmônica. O Grupo Tholl receberá o público no saguão de entrada.

O show disponibiliza ingressos na plateia do Teatro Guarani a R$ 100 e 50 (25 para estudantes, professores e idosos), à venda no Hospital (Professor Araújo 433) e no Teatro.

A apresentação está marcada para esta terça (17-11). O programa inclui clássicos universais da música popular e erudita, com temas de musicais americanos e canções famosas do repertório moderno. Elas serão cantadas num cenário alusivo a um salão de festas, inspirado em filmes como Casablanca (1942) e Candelabro Italiano (1962).

Os organizadores elaboraram um plano de cotas para empresas ou instituições que queiram se solidarizar e apoiar o evento (veja os investimentos). O público também pode fazer doações pela conta 38085-7 do Banco do Brasil, agência 0029-9. Informações pelo telefone (53) 3284-4900 até segunda (16-11) e pelo sítio virtual Passione.


sábado, 14 de novembro de 2015

O que os jovens leem na Atenas do Sul


"Pelotas, Atenas do Sul", documentário de Douglas Ferreira dos Santos e Fernando Milani Marrera, buscou propor uma reflexão sobre o hábito de leitura dos jovens pelotenses na atualidade e o conhecimento dos mesmos sobre as produções literárias e dos autores locais. O método usado foi a aplicação de um questionário nos terceiros anos do ensino médio do Colégio Pelotense (público) e do Colégio Gonzaga (privado), para traçar um paralelo entre acesso, disponibilidade e procura das obras de escritores pelotenses.

As entrevistas mostraram quais os gêneros literários de maior procura e que fatores diminuem a leitura entre os jovens ou os fazem conhecer autores locais. Vítor Ramil é o autor mais reconhecido pelos jovens como pelotense (42%); o segundo mais citado é João Simões Lopes Neto (24%). A produção do Laboratório de História, Imagem e Som foi realizada para o I Seminário de Estudos Literários de Pelotas (setembro de 2012).

A Wikipédia remete o epíteto "Atenas do Sul" somente ao município de Itapetininga (SP), também conhecido como Terra das Escolas. No Rio Grande do Sul, atribui a São Gabriel os apelidos de "Atenas Rio-Grandense" e "Princesa das Coxilhas" (v. dados da prefeitura gabrielense e do historiador Cláudio M. Bento). A referência a Pelotas como "Atenas do Rio Grande" se encontra na pesquisa de Mário Osório Magalhães "Opulência e cultura na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul: um estudo sobre a história de Pelotas 1860-1890" (UFPel/Mundial, 1993). 

domingo, 1 de novembro de 2015

Dark City apresenta edição revisada

Edição revisada já está à venda na Mundial.
O livro "Dark City: figuras e figuraças de Pelotas" esgotou sua primeira tiragem em 2013 e agora é reapresentado pelo seu organizador Márcio Ezequiel. A edição corrigida e revisada traz o mesmo conteúdo, que caiu no agrado dos pelotenses, e a mesma capa, que mostra o lado escuro de uma cidade oficialmente luminosa.

A ideia parecia ousada demais no início, pois revelaria detalhes que não saem nos jornais nem nos livros de história mas são sabidos pelos habitantes da cidade. O sucesso da iniciativa mostrou, no entanto, que a Princesa gosta de se mostrar em seu lado oficial e em seu lado B, o mais obscuro e menos falado.

Afinal de contas, o conjunto da obra não é tão sombrio como prometia: as figuraças marginais ou marginalizadas são abordadas, mas os abordadores não se comportam de modo marginal. O leitor encontrará, por primeira vez num livro, descrições não oficiais de personagens históricos e relatos nunca publicados sobre figuras reais como o Miloca, o Alfredinho ou o Tarzan, mas sempre em linguagem respeitosa, para o que o leitor não se ruborize nem pense em abrir demandas judiciais. Sobre um possível segundo volume, com mais personagens, ainda não se sabe se um dia será realizado (diz o organizador que dependerá do sucesso desta segunda edição).

Já disponível para venda na Livraria Mundial, o trabalho coletivo de 18 autores locais terá sessão de autógrafos em Porto Alegre (4-11) e Pelotas (7-11), nas respectivas feiras do livro, às 19h. Quem conseguiu comprar a primeira edição, guarde-a como lembrança cult; quem não conseguiu, terá agora a versão do diretor [confira os outros 55 lançamentos da Feira 2015].

POST DATA
7-11-15
Manuel Padeiro, líder quilombola, pesquisa deste blogue em 2010, originou artigo do livro.
Em 2012, o organizador-autor revelou o Projeto Dark City antes de publicá-lo.
Em 2013, por ocasião do lançamento, o Diário Popular anunciou O lado escuro da memória.
Há uma semana, o co-autor Manoel Magalhães comentou a obra em Dark City e o lado mítico das sombras.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Facetruque, a música denúncia de Serginho

Não escrevi
Não cri no que li
Não, não creio

Amigos?
Acredito tê-los? NÃO
Sorrisos de aplicativo
Selfies de egos vaidosos/viciados/apelativos
Curtidas e pompas cínicas

Percebi não ter escrito
Morri por opinar
A morte do meu avatar/personagem favorito
Jogo virtual de parecer sem muitos pareceres

Há um charme nessa discussão. Um tom, ora alarmista, ora conspiracionista.
Nossa privacidade/intimidade controlada e disputada. Nossos gostos mais secretos manipulados e arquivados em terabites de informação. Logaritmos testando-nos e envolvendo-nos numa rede mundial interligada.
Um pouco de filosofia hightech nessa época ultra hightech.
Vale usufruir e consumir sem ser consumido.
Nathanael Anasttacio

Revista Super Interessante
denunciou truques do Face.
Em junho de 2015, reportagem mostrou que quanto mais as pessoas passam tempo no Facebook, mais se sentem infelizes. Uma experiência descobriu que a manipulação das timelines, programadas por fórmulas específicas, pode ocasionar mudanças no estado de humor das pessoas (v. artigo).

A rede social mais acessada do mundo gera ilusões, ou será que as fantasias e inseguranças é que causam a dependência do ambiente virtual? Quem manipula quem?

Antes do Facebook, as pessoas eram dependentes das postagens no Orkut, e antes disso ficávamos grudados na televisão várias horas por dia. A farsa seguirá existindo pois está dentro de nós mesmos. Quando o perfil é fake, a falcatrua se volta contra seus autores.


No Facetruque todo mundo é artista,
Poeta, músico, fotógrafo, produtor, malabarista.
No Facebook todo mundo é vegetariano, vegano e tri anarquista.
No Facebook todo mundo é artista,
Poeta, músico, compositor, malabarista.
No Facebook todo mundo compartilha tudo com tudo, ninguém é egoísta.
No Facebook todo mundo é bi, tri, neoexpressionista, anarquista.

No Facebook todo mundo gosta dos cachorrinho de rua mas cria o poodle no apartamento.
E no fim de semana bota foto do cachorro pulguento
Na linha do tempo
No Facebook todo mundo é vegetariano, quase vegano.

Sai da frente desse Facetruque. Compartilha aí!
Cutuca, cutuca, cutuca, cutuca... cuidado com o nariz!

Cuidado, que muito tempo na internet
Você pode virar um boneco marionete
Ou a tiete acaba mais quente que um chuveiro Lorenzetti.

Tudo de novo!

No Facebook todo mundo é artista.
Poeta, músico, fotógrafo, malabarista,
É do Tholl,  neoexpressionista, bi tri anarquista,
No Facebook todo mundo compartilha tudo com tudo, não existe egoísta.
No Facebook todo mundo gosta dos cachorrinho de rua mas cria o poodle no apartamento,
E no fim de semana bota foto do cachorro pulguento na linha do tempo.

No Facebook todo mundo é anarquista, neoexpressionista,
Compartilha tudo com tudo, com o mundo inteiro, ninguém é egoísta.
No Facebook todo mundo é vegetariano, não come churrasco, gosta das vaquinha quase vegana.
No Facebook não tem vagabundo, chinelo e ladrão.
É o Facetruque.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

XV Arte: Expressão e Identidade


O lema Arte: Expressão e Identidade denomina há quinze anos a exposição de fim de ano do Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas (MAPP). O evento de 2015 transcorre por primeira vez no Centro Comercial Zona Norte, onde se encontra a sede da associação.

O XV Arte se compõe de mostra de obras bi e tridimensionais e um bazar para obras de pequeno porte. A mostra inclui 74 obras dos associados e 16 obras doadas em benefício ao Hospital Espírita de Pelotas, parceiro do MAPP. O bazar oferece mais de 200 peças que diariamente são renovadas, como reposição de peças vendidas.

Os artistas que expõem são 40: Adalberto Vilela, Alice Bender, Arlinda Magalhães Nunes, Catherine Azevedo, Ceres Torres, Claudia Drummond de Mello, Cristina Alves de Souza Moreira, Déborah Blank Mirenda, Eduarda Franz, Eduardo Aguiar, Elenise DeLamare, Elizabete Pereira, Flávio João Forlin, Giza Silveira, Graça Antunes, Helena Badia, Inês Martinez de Oliveira, Jacqueline Tavares, Letícia Beck Fonseca, Lígia Monassa Farias, Maria Alice Castilho, Maria Bacelo, Maria Cristina Leonardo, Maria Clara Leiria, Maria de Fátima Martins, Maria de Fátima Silveira, Maria Lúcia Franz, Maria Luisa Schuch, Mardônio Carneiro, Mário Campello, Michele Iannarella, Nauri Saccol, Nina Rosa Medeiros, Raquel Grinberg, Regina Ávila da Silva, Renata Martins, Silvia Pinheiro, Tânia Maria Araújo Bellora, Tânia Maria Porto e Vera Souto.

Visite a 15ª versão do Arte: Expressão e Identidade até o próximo sábado (31-10), na Avenida Fernando Osório nº 20. O local fica aberto de segunda a sexta (9-18h) e sábados (9-17h).

domingo, 18 de outubro de 2015

Um monumento para Mozart Russomano

Empossada na Academia Pelotense de Letras em dezembro de 2013, a professora Loiva Hartmann constatou que seu presidente honorário e patrono da cadeira 34, falecido em 2010, não tinha um monumento em sua cidade natal. Propôs à Câmara Municipal a construção de uma estátua (v. notícia oficial) e o projeto foi aprovado em forma de lei. Mozart Victor Russomano nasceu em Pelotas em 5 de julho de 11922 e deixou-nos em 17 de outubro de 2010 (v. artigo de George T. Georgis O Ministro Mozart e a crônica de Rubens Amador Vi o Dr. Mozart bravo!).

Hoje, cinco anos após a morte do ilustre juiz (v. reportagem do Diário Popular Cinco anos sem Mozart Russomano), o projeto está ainda em fase de realização. Em outras partes do Brasil, houve homenagens em 2012 e 2014. A própria acadêmica relata o fundamento de seu projeto no artigo abaixo, publicado no Diário da Manhã impresso (sábado 17-10-15). 

A professora e poetisa é Conselheira do Instituto João Simões Lopes Neto, Sócia fundadora do Museu do Charque e da Biblioteca Negra de Pelotas, Mentora da Jornada Cultural de Pelotas, integrante da União Brasileira de Escritores e Patrona do blogue "Pelotas, Capital Cultural".


Da Criação ao Juízo Final
As pessoas não morrem; permanecem encantadas em suas obras e no coração de quem as ama e admira. –  João Guimarães Rosa.
A mão direita do homem criador avança ao futuro.
O Patrono da Cadeira 34 da Academia Pelotense de Letras, Mozart Victor Russomano, permanece entre nós, mercê de sua personalidade, talento jurídico e capacidade de – sem extravagâncias ou exposição de seus cargos e diplomações – promover sua comunidade com um savoir faire inigualável.

Filho de Victor Russomano e Elda Costa Russomano, formou família ao lado da Professora Gilda Maciel Russomano, com quem pôde confirmar a predição do poeta Friedrich Von Schlegel (1772-1829): “Apenas em torno de uma mulher que ama pode formar-se uma família”. Seu filho Victor Russomano Júnior e Mozart Victor Russomano Neto transitam entre os tribunais das Turmas e Seções do TST, atestando a estirpe primorosa de que provêm.

Jovem, 1944, alcançou o cargo de Juiz do Trabalho. Fundador da 1ª Vara Trabalhista em Pelotas. Ministro em 1969, Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho em 1975. Presidente fundador do Tribunal Administrativo da Organização dos Estados Americanos (OEA), de 1971 a 1976. Juiz Administrativo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de 1981 a 1986.

Catedrático de Direito Trabalhista da UFPel. Presidente de Honra da Academia Ibero-Americana de Direito do Trabalho e Seguridade Social e do Instituto Latino-Americano de Direito do Trabalho e da Seguridade Social. Representante do Brasil na Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1984 a 1990, sendo Presidente do Conselho Administrativo (o segundo brasileiro na história), entre 1997 e 1998. Doutor Honoris Causa e Professor Honorário em mais de 15 universidades nacionais e internacionais.

A destra humana aponta ao Criador de Tudo.
Autor de 45 livros jurídicos, muitos dos quais vertidos para outras línguas, além de artigos em revistas especializadas, capítulos em co-participação nas mais importantes obras em sua especialidade, o Direito do Trabalho, Processual e Previdenciário, e mais 15 obras literárias (v. bibliografia completa).

A atuação de Mozart na área cultural impressiona. Em 1960, a primeira Feira do Livro em Pelotas, de 25 de novembro a 4 de dezembro, contou com a colaboração do Instituto de Sociologia e Política da URGS, então sob a presidência do Dr. Mozart Victor Russomano. Ali se originou a Feira! O primeiro Orador da Feira do Livro foi o Dr. Mozart, dando continuidade ao cultivo das letras e artes na Zona Sul, especialmente em Pelotas, sua cidade. Em 1997, na Praça Cel. Pedro Osório, foi Patrono da Feira do Livro.

E nesse mundo mágico da criação literária, seus artigos e crônicas se destacam. Como professora de línguas e literatura, admirei sempre a propriedade e a sobriedade, temperadas por finíssima ironia machadiana, veículos do pensamento de Russomano. Usando linguagem culta, economizava adjetivos, dispensava termos rebuscados que dificultariam o entendimento às pessoas mais simples.

De fino trato, tinha especial consideração com seus admiradores e leitores de todas as classes sociais. O gentleman, o homem culto, o Ministro, sabia que na simplicidade está a sofisticação e o verdadeiro requinte! Poeta, contista, jurista, cidadão do mundo. Timbrava sua postura, polida pela vivência com grandes personalidades mundiais.

Tínhamos um encantamento, uma convicção comum. A civilização ocidental cooptou dos gregos o modelo. Nessa civilização, um poeta, Homero, no século lV já era um clássico. As artes são um exemplo da grandeza que os seres humanos podem alcançar. E há um artista que engloba todos os talentos: Michelangelo Buonarrotti. Em crônica iluminada, de 2003, Russomano detalhou como essa figura ímpar cobriu a Capela Sistina: “Bem no centro, a Criação do homem. Desce do céu, envolta em mistério e poder, a mão criadora, para tocar de leve o homem criado”. Ilustrei uma poesia justamente com a figura da Criação, pois estou convicta de que toda criação é um ato de amor.

Como mostra Michelangelo, "A Criação de Adão" é feita pela destra de Deus.
De 2002 a 2010, houve a Jornada Cultural de Pelotas. À semelhança de Paraty e Passo Fundo, teve como objetivo difundir as artes e a cultura. Em 2006, Dr. Russomano, a nosso convite, tentaria participar da 4ª Jornada. Havia feito grave cirurgia no quadril e recém iniciava a fisioterapia. Conscientes de que deveríamos nos conter, em respeito à sua idade e sofrimento, mesmo assim o lembramos da imensa motivação que sua presença provocaria aos assistentes. Por telefone confirmou que iria. A emoção foi indescritível!

No Pavilhão 2, Fenadoce, chegam os palestrantes: Ir. Elvo Clemente, Hilda Simões Lopes, Lígia Antunes, Mário Osório Magalhães, Luiz Antônio de Assis Brasil , Prefeito Fetter Júnior. Minutos depois, adentra ao recinto Dr. Mozart Victor Russomano, acompanhado de familiares, enfermeiro e seu médico. Quase impossibilitado de andar, fazia um esforço sobrehumano para estar com sua comunidade e mais: dar o exemplo de que, quando se quer realmente alguma coisa, não há o que nos impeça de realizá-la! Obrigada, caro amigo, pelo exemplo ímpar de determinação dado à nossa juventude, professores, cidadãos.
  • Em abril de 2012, o Tribunal Superior do Trabalho inaugurou o Auditório Ministro Mozart Victor Russomano, situado no 5º andar do edifício sede, em Brasília (v. notícia de 18-4-12 com o discurso do Ministro João Oreste Dalazen).
  • Em janeiro de 2014, o TRT da 11ª Região, inaugurando suas instalações no Foro Trabalhista de Manaus, deu oficialmente o nome de Mozart Victor Russomano a seu novo edifício (v. Resolução Administrativa 108/2013 do TRT11). A placa foi descerrada pelo desembargador David Mello Jr. e por Victor Russomano Jr. (foto abaixo).
Duas homenagens a um grande homem, o qual partilhou a largueza de seu espírito, a profundidade de sua sabedoria e a diligente força de seu trabalho com a Justiça Social do Brasil.

Os tribunais do trabalho de Manaus funcionam no Forum Ministro Mozart Victor Russomano.
Presidente de Honra da Academia Pelotense de Letras, leitor de Eça de Queiroz, assim o definiu: “Imortalizado no mármore de Teixeira Lopes, sustentando nos braços a nudez forte da verdade, levemente coberta pelo manto diáfano da fantasia, chamado constantemente pela evocação da saudade de seus leitores e pela voz do seu gênio, magicamente ele sai do mármore. Para onde vai? Vai ao encontro do mundo, nimbado pela admiração daqueles que amam a beleza, a arte, a realidade e a fantasia que dá cintilações à realidade. A realidade que inspira o artista, fazendo-o subir, voar nos espaços imensos e claros da imaginação e da glória!” ("O Poeta Anônimo", p. 65-66).

No séc. XIX, o escritor italiano Cesare Cantù (1804-1895) disse: “Querem conhecer o grau de civilização de um povo? Reparem naqueles que erguem monumentos!”. Hoje, cabe a todos nós eternizarmos em mármore e bronze a memória do eminente conterrâneo Mozart Victor Russomano. O jurista, o escritor, o poeta, o cidadão do mundo, o amigo, o pelotense ilustre. Para que os pósteros o conheçam e para que nós o tenhamos sempre presente.

Nosso projeto, proposto na Câmara Municipal e aprovado há um ano, é agora a Lei nº 6.151/ 07.08.2014. Autoriza o Município a edificar monumento a Mozart Victor Russomano na Praça Coronel Pedro Osório ou seu entorno. Ao conhecer o projeto, o prefeito Eduardo Leite disse: “Eu julgo absolutamente meritória esta iniciativa e assim que chegar até nós começaremos a viabilizar o ponto de vista jurídico e financeiro”.
Loiva Hartmann
Cadeira 34 da Academia Pelotense de Letras
Patrono: Mozart Victor Russomano
Projeto ideado por Loiva Hartmann para seu patrono na Academia de Letras
foi levado à Câmara e ao Prefeito, e transformou-se em lei em 2014.
Imagens: 13Horas (1), L. Hartmann (2), Vita Naturalis (3), Flickr (4) ASCOM (5)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Corte da FENADOCE 2016

Princesa Débora, Rainha Liz e Princesa Amábile.
Na sexta-feira 2 de outubro foi escolhida a corte real da Feira Nacional do Doce para 2016, a 24ª FENADOCE. Entre 19 candidatas inscritas, destacaram-se Liz Gill Araújo Pereira (rainha), Amábile de Castro Silva e Débora Lopes Lemos (princesas). As três são estudantes universitárias e concorreram por primeira vez ao cetro de Pelotas. Confira o álbum de fotos das candidatas e o vídeo de apresentação da ganhadora.

A informação foi dada pela imprensa e pela página do evento no Facebook; entretanto, até o sábado seguinte o sítio da FENADOCE com a lista de todas as cortes ainda não estava atualizado (v. a primeira pose do trio momentos após a eleição e a reportagem da RBS Pelotas que anunciou o resultado).

A primeira visita oficial das representantes da beleza pelotense foi no mesmo fim de semana (domingo 4-10): o tributo a Pompílio de Freitas no desfile de moda "Ao Mestre com Carinho", realizado no Clube Brilhante (dir.).

Em 2016 a Feira Nacional do Doce completa 30 anos desde sua criação pelo prefeito Bernardo de Souza. O primeiro evento foi realizado em janeiro de 1986 e foi bienal até 1998.
Foto: Facebook